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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Motociclista risco eminente

Motociclista risco eminente muito bem questionado por Érica Elisa Nickel em
Motocicleta: uma epidemia social.

Como ter um trânsito mais seguro para todos? O que podemos fazer para nos proteger dos abusos dos motociclistas no trânsito?

São abusos e riscos tão sérios que ainda não sei como não me envolvi num acidente com moto, apesar de dirigir com muita atenção e cuidado. Parece que nenhuma norma de trânsito vale para eles. Estou generalizando mesmo, porque são pouquíssimos os motociclistas que seguem regras de segurança e reforço: motociclista consciente é a minoria, infelizmente. A grande maioria está procurando a morte diariamente. O pior é que boa parte deles, quando não morrem, ficam seriamente machucados e com lesões irreversíveis. A situação é trágica.

Quantos ainda precisam morrer para que as autoridades façam alguma coisa?

As regras parecem estar INVERTIDAS para os motociclistas e quero IRONIZAR um pouco pensando em como seria um Código de Trânsito que retratasse o comportamento do motociclista hoje. Acredito que seria assim:

1. Ultrapasse sempre pela direita e sem verificar se os outros veículos estão te vendo;
2. Ande sempre no corredor entre os carros, sem dúvida é o lugar mais seguro e onde não há chance de encostar nos outros veículos ou de atropelar pedestres (inclusive crianças e idosos que são os mais distraídos);
3. O capacete deve ser apenas encaixado na cabeça, sem nenhuma preocupação com ajustes na fivela, afinal a cabeça é a parte menos importante do corpo;
4. Ouse ao máximo, pondo sempre em risco sua vida e a do seu carona, com certeza ninguém irá sentir sua falta;
5. Faça de tudo para estar sempre à frente dos outros, nem que seja meio metro, corte a frente dos veículos, passe entre retrovisores no semáforo, passe entre caminhões e ônibus, pois o importante é ser o primeiro (quem sabe ser também o primeiro a morrer naquele cruzamento?);
6. Aproveite sempre o sinal amarelo e também o vermelho, pois é certo que nunca haverá um pedestre terminando de atravessar a rua ou algum outro motorista apressadinho no mesmo cruzamento. Não há risco de colisão nos cruzamentos;
7. Use chinelos, camisetas, shorts ou bermudas, pois tudo isso ajuda a proteger o corpo do motociclista numa queda;
8. Encurte o guidão da motocicleta e elimine o retrovisor, afinal quanto menos movimentos puder fazer com o guidão, mais segurança o motociclista terá em situações inesperadas;
9. Ande sempre em alta velocidade, especialmente onde há muitas pessoas: na frente de escolas, terminais e pontos de ônibus, igrejas, hospitais, pois com certeza nunca haverá pedestres tentando atravessar a rua;
10. Ande sempre sobre as faixas divisórias das vias, pois elas não escorregam em dias de chuva;
11. Para os recém habilitados, faça tudo o que os experientes fazem, afinal sua experiência e habilidade em situações de risco é igual à deles, então suas chances de acidentes são nulas.

Enfim, deveria haver um Código de Trânsito INVERTIDO somente para os motociclistas, porque eles vêm se comportando como um grupo social à parte que não respeita nenhuma lei e não é punido pelo que faz.

É uma pena que os custos de um acidente nem sempre atinjam o motociclista, pois pessoa morta não paga conta, não chora no próprio enterro e não pode consolar seus familiares e amigos.

Desculpem o desabafo, mas está cada dia mais difícil ver tantos jovens se acidentando, morrendo ou colaborando para um trânsito cada vez mais perigoso.

Estou me sentindo de “mãos atadas” e compartilhando com vocês minha indignação e preocupação. O máximo que posso fazer é evitar acidentes, mas consigo ajudar muito pouco os jovens que querem morrer cedo.
Esse blog procurou a transcrição do post de Èrica por entender que material como esse merece e deve ser divulgado o quanto for possível.Parabens...

Postado por Êrica Nickel em novembro 12th, 2010,no blog
http://www.blogdotransito.com.br/
www.blogdotransito.com.br/

Érica Elisa Nickel, sou pedagoga, especialista em trânsito, instrutora e diretora de ensino e mestre em Educação pela PUCPR.

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